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Política

Deputado é suspeito de venda de influência sobre ministros de tribunais; entenda o papel de cada investigado, segundo a PF

14/09/2026 13:15 Por Redação AM Comunicação 1 visualizações
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A Polícia Federal (PF) revelou, em uma investigação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é o principal envolvido em um suposto esquema de venda de influência sobre ministros de tribunais superiores. A operação, denominada Transparência, entrou em sua terceira fase com a autorização do ministro Flávio Dino, resultando no cumprimento de mandados de busca e apreensão na última sexta-feira (14). De acordo com as informações levantadas pela PF, Cezinha de Madureira teria se utilizado de sua posição no Congresso para transmitir a ideia de que poderia influenciar decisões judiciais em benefício de terceiros. Vale ressaltar que os magistrados e juízes mencionados nos diálogos não são alvos das investigações, tampouco suspeitos de qualquer irregularidade.

O suposto esquema de tráfico de influência mencionado pela PF conta com a participação de outras duas pessoas, além do deputado Cezinha de Madureira. Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", que foi servidora da Câmara dos Deputados e é alvo de investigações por desvios de emendas parlamentares, e Valéria Rodrigues Linhares, advogada e ex-candidata à deputada federal pelo Distrito Federal, apontada como esposa do deputado, possuem papéis específicos dentro da estrutura identificada pela Polícia Federal. Enquanto Cezinha seria responsável por contatos diretos com ministros, Valéria seria encarregada da formalização dos negócios, redigindo e assinando contratos milionários, e Mariângela cuidaria da captação das causas e produção de documentos jurídicos.

As mensagens obtidas pelos investigadores revelam tratativas específicas relacionadas a processos em tramitação no STF, onde contratos estipulavam quantias exorbitantes em caso de decisões favoráveis. Um dos casos mencionados envolve a defesa da prefeita de Beberibe, no Ceará, com acordos que previam valores significativos em pagamentos. Outro episódio aborda a defesa de um ex-secretário de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, com termos que apontavam repasses que chegavam a R$ 2 milhões condicionados à revogação de prisão preventiva. A movimentação de recursos em espécie, incluindo a apreensão de R$ 510 mil com Valéria Rodrigues Linhares, levanta suspeitas de pagamentos de honorários fora do sistema bancário tradicional para evitar rastreamento financeiro. A decisão do ministro Flávio Dino autorizou buscas em endereços relacionados aos envolvidos, mas indeferiu a realização de buscas no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, alegando falta de elementos concretos para justificar a medida no local de trabalho legislativo.