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Ceará

Dona de escritório onde Isabelle Caracristi foi estagiária afirma que ela se sentia ‘sufocada’ por dinâmica de trabalho

24/09/2026 15:24 Por Redação AM Comunicação 4 visualizações
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Uma advertência e a mudança no local dos computadores para que Isabelle Caracristi trabalhasse com mais distância de João Munhoz foram algumas providências tomadas no escritório onde os dois trabalharam juntos. Conforme o advogado de Rudá Bezerra, dono do escritório, isso aconteceu depois que a estagiária reclamou por se ‘sentir sufocada’ na dinâmica de trabalho.
Isabelle foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso, encarado como suicídio, levou à prisão do namorado dela, João Munhoz Neto, de 34 anos. A Polícia Civil não descartou nenhuma linha de investigação e analisa se o namorado induziu a jovem a tirar a própria vida.

De acordo com o advogado Leandro Vasques, que representa Rudá Bezerra, o gestor contou em depoimento à polícia, nesta quarta-feira (23), que Isabelle o procurou para relatar que João Munhoz não permitia que ela realizasse audiências sozinha e não deixava que ela desempenhasse atividades profissionais de forma independente. Nesta ocasião, Isabelle teria afirmado se sentir ‘presa’ e sem desenvoltura para exercer suas funções no escritório, sendo supervisionada por João de forma insistente.

O relacionamento amoroso entre Isabelle e João Munhoz era de conhecimento do dono do escritório, de acordo com Leandro Vasques. Os detalhes sobre o período em que a estagiária trabalhou no escritório também foram comunicados à polícia em depoimento. A estagiária foi admitida no escritório de correspondência jurídica em julho de 2026, após participar de uma seleção. João Munhoz não era sócio do escritório e tinha a função de gerir e supervisionar a equipe, sendo responsável também por distribuir atividades para estagiários e funcionários. Ainda conforme o advogado, Isabelle não era estagiária direta de João nem mudou de função enquanto esteve no escritório.