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Política

Antes da proibição das bets, o que os candidatos à Presidência defendiam para as apostas on-line

26/09/2026 13:36 Por Redação AM Comunicação 6 visualizações
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Antes de editar a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não previa encerrar a atividade em seu plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento propunha manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e ampliar o atendimento a pessoas com problemas relacionados aos jogos.

Um levantamento realizado no g1 nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos 13 candidatos à Presidência mostra que sete mencionavam os jogos de apostas. Nos programas que abordavam o tema, havia propostas para restringir o uso de dinheiro de programas sociais, proibir publicidade, endurecer a fiscalização e tratar o jogo compulsivo. Também eram feitas críticas aos efeitos das apostas e menções ao setor no contexto do combate ao crime organizado e do financiamento do esporte.

A medida provisória anunciada por Lula prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar em 6 de outubro. Até às 23h59 do dia 5, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas. Dentre as propostas dos candidatos, destacam-se as de Flávio Bolsonaro (PL), que propunha impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas e promover campanhas educativas sobre os riscos de endividamento com jogos, e de Ronaldo Caiado (PSD), que defendia regras mais rígidas, proibição de publicidade e tratamento do jogo compulsivo. Além disso, os programas de Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) eram os únicos a proporem expressamente a proibição das bets. Os demais candidatos tinham proposições diversas, desde tratamento à ludopatia até a investigação patrimonial das empresas de apostas.

Em meio ao cenário político que envolve as eleições presidenciais, a questão das apostas on-line ganhou importância nos debates, revelando as diferentes abordagens e propostas dos candidatos em relação ao tema antes da intervenção do governo federal. A proibição das bets abre espaço para discussões sobre regulação, combate ao uso indevido de recursos e o impacto das apostas na sociedade como um todo. A decisão governamental também gera reflexões sobre o equilíbrio entre a liberdade individual e a proteção dos consumidores, em um contexto onde as apostas vêm se tornando cada vez mais presentes na vida cotidiana. Conhecer as posições dos candidatos à Presidência em relação a essa questão oferece subsídios importantes para compreender suas visões sobre o assunto e antecipar possíveis medidas futuras no âmbito das apostas on-line.