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Operação prende 11 advogados suspeitos de atuar como 'pombo-correio' de facções no Ceará
30/06/2026 13:44
Por Redação AM Comunicação
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Uma operação do Ministério Público do Ceará surpreendeu o estado nesta terça-feira (30) com a prisão de 11 advogados suspeitos de atuarem como mensageiros de facções criminosas. O caso, que veio à tona com a operação batizada de “Mensageiros do Crime”, revelou uma intricada rede de comunicação que utilizava advogados para transmitir ordens de chefes do crime presos para integrantes das facções, tanto dentro quanto fora do Ceará.
Além das prisões dos advogados, a operação também cumpriu mandados contra chefes de organizações criminosas, resultando no bloqueio de R$ 20 milhões das contas dos investigados e na apreensão de bens diversos. Um dos chefes de facção preso teve seu veículo Range Rover blindado apreendido durante a ação, que também recolheu celulares, notebooks e joias dos demais alvos.
As investigações que culminaram nessa operação tiveram início após uma decisão do Tribunal de Justiça do estado, em novembro de 2025, autorizar a captação de imagens e áudios nos parlatórios do presídio de segurança máxima. Os materiais obtidos revelaram uma série de condutas suspeitas por parte de advogados que, sob a fachada da assistência jurídica, estariam atuando em favor de organizações criminosas.
Os diálogos interceptados revelaram um padrão de comunicações que incluíam repasse de ordens e orientações a familiares, outros presos e integrantes em liberdade, visando reorganização das facções, expansão territorial, cooptação de membros, aquisição de armas e circulação de drogas. A investigação apontou, ainda, para a existência de uma rede estruturada de advogados, com forte vínculo entre os profissionais envolvidos.
Além das prisões dos advogados, a operação também cumpriu mandados contra chefes de organizações criminosas, resultando no bloqueio de R$ 20 milhões das contas dos investigados e na apreensão de bens diversos. Um dos chefes de facção preso teve seu veículo Range Rover blindado apreendido durante a ação, que também recolheu celulares, notebooks e joias dos demais alvos.
As investigações que culminaram nessa operação tiveram início após uma decisão do Tribunal de Justiça do estado, em novembro de 2025, autorizar a captação de imagens e áudios nos parlatórios do presídio de segurança máxima. Os materiais obtidos revelaram uma série de condutas suspeitas por parte de advogados que, sob a fachada da assistência jurídica, estariam atuando em favor de organizações criminosas.
Os diálogos interceptados revelaram um padrão de comunicações que incluíam repasse de ordens e orientações a familiares, outros presos e integrantes em liberdade, visando reorganização das facções, expansão territorial, cooptação de membros, aquisição de armas e circulação de drogas. A investigação apontou, ainda, para a existência de uma rede estruturada de advogados, com forte vínculo entre os profissionais envolvidos.
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