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Ceará

Saída do batalhão, disparos e corpo carbonizado: veja cronologia da morte de soldado na Grande Fortaleza

25/08/2026 01:30 Por Redação AM Comunicação 1 visualizações
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Na madrugada do dia 11 de agosto, um crime chocou a Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O policial militar Raphael Sampaio de Silva, de 27 anos, foi encontrado baleado e carbonizado em um carro em Itaitinga. A investigação apontou Júlia Natália Girão e seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima, como os responsáveis pelo assassinato, que teria motivação passional, devido a uma relação extraconjugal entre Raphael e Júlia. A polícia chegou a essas conclusões após uma extensa investigação, que incluiu análise de imagens de videomonitoramento, depoimentos, exames periciais e confronto das versões apresentadas pelos suspeitos.

Durante a madrugada do crime, câmeras de segurança flagraram movimentações dos carros envolvidos, mostrando o momento em que o veículo de Raphael foi abordado pelo Chevrolet Prisma de Antoneudo. O inquérito policial revelou que Antoneudo é apontado como provável autor dos disparos que atingiram o policial e que Júlia teve participação ativa no crime, desde planejar trabalhar no mesmo plantão que Raphael até colaborar com o marido após o assassinato. Além disso, o relatório da investigação indicou que Antoneudo apresentava lesões compatíveis com queimaduras de segundo grau, o que pode confirmar sua participação no incêndio do veículo onde estava Raphael.

A cronologia do crime detalha os momentos que antecederam a morte do soldado, desde sua saída do 16º Batalhão até a chegada ao local onde foi encontrado carbonizado. Testemunhas relataram que Antoneudo tinha conhecimento do relacionamento extraconjugal entre Raphael e Júlia e que ele nutria ciúmes da esposa. Além disso, mensagens trocadas pelo policial com uma pessoa próxima apontam que ele planejava tornar o relacionamento público, divorciando-se de suas respectivas esposas. A defesa de Júlia Natália nega as acusações e pretende pedir sua soltura. Enquanto isso, os dois permanecem detidos aguardando decisão da Justiça sobre a prisão preventiva decretada após a audiência de custódia.