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Ceará

Auditor-fiscal preso em operação é acusado de receber pelo menos R$ 6,8 milhões de propina em esquema de fraudes no aeroporto de Fortaleza

25/08/2026 19:14 Por Redação AM Comunicação 3 visualizações
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O auditor-fiscal Francisco Eliezer Viana da Silva foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema que fraudava importações no Aeroporto de Fortaleza, recebendo uma quantia de pelo menos R$ 6,8 milhões em propina, conforme apontam as investigações. Além de Eliezer, dois empresários também foram presos na Bahia, Rodolfo Sergio Martins Maia e Hugo Andrade Mendonça Santos, em ações da Operação Snooker 2, que culminaram em três mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, além da apreensão de bens como carros e relógios de luxo. As cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e Salvador, na Bahia, foram alvos da operação.

De acordo com as investigações, o grupo atuava importando itens caros, como prata e eletrônicos, e os declarando como itens de menor valor para burlar a fiscalização aduaneira, pagar menos impostos e aumentar os lucros. Francisco Eliezer, servidor da Receita Federal desde 1994 e com atuação no Aeroporto de Fortaleza desde 2016, é apontado como chefe da organização criminosa, com atuação desde pelo menos 2020. A movimentação financeira identificada entre as empresas ligadas ao esquema ultrapassou os R$ 27 milhões, e aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos foram adquiridos sem compatibilidade com as receitas declaradas.

Os alvos da operação poderão responder por crimes que incluem organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação. O grupo teve mais de R$ 26 milhões bloqueados em contas bancárias, além da apreensão de veículos importados e até mesmo de uma embarcação de luxo. O advogado de defesa de Francisco Eliezer, Marcelo Oliveira, afirmou estar tomando as medidas necessárias para reverter a prisão do auditor-fiscal e demonstrar sua inocência, enquanto as defesas dos empresários Rodolfo Sergio Martins Maia e Hugo Andrade Mendonça Santos não foram localizadas.

O esquema, estruturado em quatro núcleos, contava com a colaboração direta de Francisco Eliezer, que fornecia informações privilegiadas sobre comércio exterior para beneficiar empresas importadoras e despachantes aduaneiros. Além disso, o grupo atuava com empresas de fachada, lavagem de dinheiro e movimentação ilegal de recursos, envolvendo um contador responsável pela constituição de empresas fictícias e familiares do auditor-fiscal. As atividades criminosas abrangiam desde a fraude em laudos periciais até subfaturamento de produtos eletrônicos, gerando propinas milionárias e movimentações financeiras suspeitas. A Polícia Federal continua as investigações e a operação, buscando desmantelar completamente o esquema que envolveu grandes quantias em corrupção e fraudes no Aeroporto de Fortaleza.