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Política

Ministros do STF se portam de forma incompatível com a Corte, diz jurista

15/09/2026 16:46 Por Redação AM Comunicação 4 visualizações
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A última sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em 15 de setembro de 2026, foi marcada por intensas discussões entre os magistrados, principalmente envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O embate começou quando Moraes questionou "quem tem medo da Polícia Federal?" e acusou Mendonça de interferir em uma colaboração premiada. A situação se agravou com a interferência do decano Gilmar Mendes, que destacou um "inequívoco viés eleitoral" no processo. As tensões também envolveram o presidente do STF, Edson Fachin, e Flávio Dino, demonstrando um clima de instabilidade e desordem na mais alta corte do país.

Diante desse cenário, o jurista Gustavo Sampaio criticou veementemente a postura dos ministros, apontando que a conduta adotada por eles é "incompatível com o modelo de uma corte judicial". Em entrevista à Globonews, Sampaio ressaltou a importância de serenidade, autocontrole e respeito mútuo entre os magistrados, a fim de garantir a credibilidade e a imparcialidade da justiça. Ele comparou a situação no STF a uma "guerra civil", destacando a necessidade urgente de restaurar a confiança da sociedade na instituição.

Em meio a acusações e troca de farpas, a conduta do ministro Alexandre de Moraes também foi alvo de questionamentos. Em manifestação enviada ao presidente do STF, Moraes negou qualquer envolvimento irregular com o Banco Master ou seu fundador, Daniel Vorcaro, contestando a legalidade da investigação que o envolve. Para Sampaio, a resistência do ministro às investigações torna-se incoerente com a promoção da verdade e da justiça. O jurista enfatizou que a inviolabilidade da dignidade e da honra de Moraes será restabelecida com a condução das investigações de forma imparcial e transparente.

Com o pleito eleitoral se aproximando, restam apenas 19 dias para o primeiro turno das eleições, o que coloca em destaque a necessidade de separar o tempo da justiça do tempo da política. Segundo Gustavo Sampaio, é fundamental que todas as suspeitas envolvendo os ministros sejam devidamente investigadas e que o STF recupere a sua credibilidade perante a sociedade brasileira. Nesse sentido, a moderação e o equilíbrio entre os poderes da República são fundamentais para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e o respeito à institucionalidade.