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Política

Câmara aprova urgência da proposta que torna crime a misoginia; veja como votaram deputados e partidos

01/07/2026 19:40 Por Redação AM Comunicação 9 visualizações
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A Câmara dos Deputados deu um passo importante na luta contra a misoginia ao aprovar, nesta quarta-feira (1º), a urgência do Projeto de Lei que visa criminalizar a incitação de violência "em razão da condição de mulher". O termo misoginia, que se refere ao ódio ou aversão às mulheres, ganha destaque no cenário político nacional. Com 293 votos a favor e 158 contrários, a proposta agora segue para discussão no plenário, onde será debatida pelos congressistas.

Durante a votação, foi possível observar as divergências de posicionamento entre os partidos. Enquanto a liderança do PL se posicionou contra o projeto, dois deputados da sigla votaram a favor. Por outro lado, no bloco União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos, a orientação foi deixada a critério de cada parlamentar, resultando em uma votação dividida, com prevalência dos votos favoráveis. Já no lado governista, todas as siglas presentes votaram a favor da urgência do projeto, incluindo PT, PSOL e PCdoB.

A relatora do projeto será a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), responsável por um grupo de trabalho sobre o tema. Após a aprovação da urgência, o PL da Misoginia deve ser discutido no plenário da Câmara, onde será votado pela maioria simples dos deputados presentes. A proposta, que inclui atos de misoginia na Lei do Racismo e prevê alterações no Código Penal, traz como pena para injúria "por condição de mulher" de 2 a 5 anos de prisão, podendo ser aumentada em caso de crime cometido por duas ou mais pessoas. Além disso, o texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis usados para divulgar conteúdo ilícito na internet.

Diante da relevância do tema e da urgência em combater a violência contra as mulheres, a expectativa é que o PL da Misoginia seja aprovado no plenário e encaminhado para a sanção presidencial. Com a possibilidade de entrar em vigor, a proposta pode trazer avanços significativos na punição de atos misóginos e no combate à discriminação de gênero no Brasil.