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Entenda o que a Justiça alegou para soltar policial horas após assassinato de mulher com tiro no Ceará
07/07/2026 11:56
Por Redação AM Comunicação
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A decisão da Justiça que garantiu a soltura do policial militar Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, nesta segunda-feira (6), horas após o assassinato de uma mulher na cidade de Cariré, no interior do Ceará, foi motivada por uma série requisitos levados em consideração pelo juiz de Direito que analisou o caso.
Caio Filizola tinha sido preso em flagrante suspeito de matar Luena Rocha Melo, de 33 anos, com um tiro no pescoço durante uma discussão. Familiares da vítima relataram que a mulher tinha um histórico de desavenças com o militar. Inclusive, havia iniciado um processo judicial após ter sido agredida fisicamente pelo ele. Ela deixou dois filhos. Não há informação sobre qual era a relação entre Caio e Luena e qual o motivo dos conflitos entre eles.
Em depoimento após ser detido, Caio afirmou ser alcoólatra, sofrer de ansiedade e fazer uso contínuo de medicamentos. Durante a audiência de custódia, o juiz João Gabriel Amanso da Conceição, do 5º Núcleo de Custódia e das Garantias, com sede em Sobral, considerou que, embora os fatos sejam "extremamente graves e reprováveis", o militar é "tecnicamente primário", por isso justifica-se a liberdade dada ao acusado.
Além disso, o juiz afirmou na decisão que não podia manter Caio Filizola preso "apenas porque o crime é considerado grave pela lei". "Esclareço ainda que a prisão preventiva é medida de exceção e extrema, de natureza excepcional, e não pode, e não deve, ser utilizada como instrumento de antecipação da punição do custodiado, ou como decorrência imediata de investigação criminal", diz um trecho da decisão.
Na ocasião, o juiz João Gabriel Amanso concedeu a liberdade provisória do militar e impôs a ele o cumprimento das seguintes medidas cautelares: manter o endereço atualizado; proibição de ausentar-se da comarca por mais de 8 dias; comparecimento a todos os atos do processo sempre que intimado; uso de tornozeleira eletrônica por 240 dias; recolhimento domiciliar a partir das 20h até 5h do dia seguinte; proibição de frequentar bares, festas, casas noturnas e serestas.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que a medida que garantiu a liberdade de Caio Filizola é "provisória e ainda poderá ser modificada em eventual fase recursal". A defesa de Caio, representada pelo advogado Leonardo Herbert, lamentou a morte de Luena Rocha e informou que o agente se encontra à disposição da justiça, cooperando e participando voluntariamente de todos os atos processuais.
As investigações sobre o caso prosseguem, levantando mais detalhes sobre a relação entre a vítima e o policial militar, assim como os motivos que levaram ao trágico desfecho no posto de combustível em Cariré. A população aguarda por justiça e transparência no desdobramento das investigações, enquanto a família de Luena Rocha busca entender o que levou à morte da mulher, deixando um vazio irreparável em seus entes queridos e na comunidade local.
Caio Filizola tinha sido preso em flagrante suspeito de matar Luena Rocha Melo, de 33 anos, com um tiro no pescoço durante uma discussão. Familiares da vítima relataram que a mulher tinha um histórico de desavenças com o militar. Inclusive, havia iniciado um processo judicial após ter sido agredida fisicamente pelo ele. Ela deixou dois filhos. Não há informação sobre qual era a relação entre Caio e Luena e qual o motivo dos conflitos entre eles.
Em depoimento após ser detido, Caio afirmou ser alcoólatra, sofrer de ansiedade e fazer uso contínuo de medicamentos. Durante a audiência de custódia, o juiz João Gabriel Amanso da Conceição, do 5º Núcleo de Custódia e das Garantias, com sede em Sobral, considerou que, embora os fatos sejam "extremamente graves e reprováveis", o militar é "tecnicamente primário", por isso justifica-se a liberdade dada ao acusado.
Além disso, o juiz afirmou na decisão que não podia manter Caio Filizola preso "apenas porque o crime é considerado grave pela lei". "Esclareço ainda que a prisão preventiva é medida de exceção e extrema, de natureza excepcional, e não pode, e não deve, ser utilizada como instrumento de antecipação da punição do custodiado, ou como decorrência imediata de investigação criminal", diz um trecho da decisão.
Na ocasião, o juiz João Gabriel Amanso concedeu a liberdade provisória do militar e impôs a ele o cumprimento das seguintes medidas cautelares: manter o endereço atualizado; proibição de ausentar-se da comarca por mais de 8 dias; comparecimento a todos os atos do processo sempre que intimado; uso de tornozeleira eletrônica por 240 dias; recolhimento domiciliar a partir das 20h até 5h do dia seguinte; proibição de frequentar bares, festas, casas noturnas e serestas.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que a medida que garantiu a liberdade de Caio Filizola é "provisória e ainda poderá ser modificada em eventual fase recursal". A defesa de Caio, representada pelo advogado Leonardo Herbert, lamentou a morte de Luena Rocha e informou que o agente se encontra à disposição da justiça, cooperando e participando voluntariamente de todos os atos processuais.
As investigações sobre o caso prosseguem, levantando mais detalhes sobre a relação entre a vítima e o policial militar, assim como os motivos que levaram ao trágico desfecho no posto de combustível em Cariré. A população aguarda por justiça e transparência no desdobramento das investigações, enquanto a família de Luena Rocha busca entender o que levou à morte da mulher, deixando um vazio irreparável em seus entes queridos e na comunidade local.
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