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Política

Renan Santos propõe R$ 6 bilhões para construir presídios e defende regime de exceção em favelas

26/08/2026 23:35 Por Redação AM Comunicação 3 visualizações
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Renan Santos, o candidato do partido Missão à Presidência, provocou polêmica e debate acalorado ao afirmar, em entrevista à Globo nesta quarta-feira (26), que pretende destinar a quantia de R$ 6 bilhões à construção de presídios federais e adotar um regime de exceção em favelas como estratégia para combater o crime organizado. As declarações do candidato repercutiram amplamente, especialmente em contexto de segurança pública e medidas extremas de enfrentamento ao crime, um assunto particularmente sensível para regiões como o Nordeste e o estado do Ceará.

Conforme detalhado por Renan Santos durante a entrevista, ele propõe a construção de dez novos presídios federais, cada um com capacidade para abrigar entre 30 mil e 40 mil presos, visando criar um total de 300 mil a 400 mil vagas. Atualmente, o Sistema Penitenciário Federal conta com apenas cinco penitenciárias de segurança máxima, com um total de 1.040 vagas, destinadas principalmente a presos considerados de alta periculosidade, como líderes de facções criminosas. A proposta do candidato do Missão, no entanto, vai além da ampliação do número de vagas, adentrando em questões complexas e delicadas acerca do sistema prisional e do combate ao crime organizado.

Ao ser questionado sobre a viabilidade de seu plano para o combate ao crime organizado, Renan Santos não se esquivou, reforçando sua postura determinada e apresentando números alarmantes sobre a influência do crime nas comunidades brasileiras. Segundo suas palavras, aproximadamente 40 milhões de brasileiros vivem sob a influência direta e indireta de criminosos, especialmente em áreas dominadas por facções. O candidato ressaltou a importância de medidas enérgicas e inovadoras para enfrentar essa realidade, inclusive defendendo mudanças na legislação para tratar integrantes de organizações criminosas como um “ente anômalo”.

Além das propostas para a segurança pública e o sistema carcerário, Renan Santos também mencionou inspirações em Nayib Bukele, presidente de El Salvador, cuja política de combate às gangues é conhecida por seu viés autoritário e contestado por denúncias de violações de direitos humanos. Ao citar medidas semelhantes às adotadas por Bukele, o candidato do Missão levantou debates sobre os limites do emprego da força e de regimes excepcionais em contextos de violência e criminalidade. As declarações de Renan Santos, portanto, estimulam reflexões e críticas acerca de questões fundamentais para o cenário político e social, tanto em nível nacional quanto regional, incluindo a realidade do Ceará e do Nordeste como um todo.